Um blog destinado à luta contra a instauração de uma nova ditadura no Brasil







quarta-feira, 25 de maio de 2016

O Brasil que queremos, em algumas linhas.

Nós admiramos os Estados Unidos pelos seus acertos. Aquela nação conseguiu criar um ambiente econômico que possibilitou uma prosperidade geral como nunca tinha existido na história deste mundo. Evidentemente, essa prosperidade geral proporcionou um bem-estar para sua população que nenhum outro país demograficamente comparável logrou atingir.

Poder-se-ia afirmar que o que diferença entre um liberal, um conservador e um socialista é o seguinte fator: Os primeiros pretendem emular os Estados Unidos naquilo que foi comprovadamente exitoso, enquanto este último pretende emular a União Soviética (ou Cuba) naquilo que é prometido em belos discursos encantadores, mas que comprovadamente fracassou.

Nós queremos emular as virtudes dos Estados Unidos*, e não seus fracassos ( e os há). Para que isso seja factível, será  preciso adotar sua receita política essencial, ou seja, uma construção política de base conservadora e liberal. Conservadora em seus valores fundamentais e tradicionais e liberal no tocante às garantias das liberdades individuais e econômicas. Evidentemente, teremos que construir nossa própria versão tupiniquim (e não se poderia excluir o retorno de uma monarquia constitucional por exemplo, pensando naquilo que já funcionou bem sob vários aspectos).

Portanto, uma união sagrada entre liberais e conservadores torna-se indispensável. Nas últimas décadas, os liberais (os fiéis da balança, acredito eu) foram cooptados pelos socialistas/comunistas**. Deu no que deu. 

Uma coisa é certa, o triunfo do socialismo significará o fim do conservadorismo e do liberalismo e a servidão de um povo eternamente ignorante, miserável e sofredor, controlado por uma elite rica, corrupta, cruel e absolutista (tradição comunista).


*Prosperidade, bem-estar, segurança, inovação, oportunidades, liberdade, sanidade.
** Para compreender como isso se deu, leiam o capítulo sobre a verdade no liberalismo no excelente livro de Roger Scruton, "Como Ser um Conservador".   

terça-feira, 24 de maio de 2016

Temer e a Nova República na UTI

Quase ninguém quer o Temer como presidente da república. Os votos que ele legalmente recebeu como vice da chapa representaram no máximo um apoio político residual para ele, mas o fato é que a verdadeira intenção desses eleitores era reeleger a Dilma e o PT, quem pode negá-lo? O desejo da oposição também é tirar o PT, deixando o Temer também com um apoio apenas residual vindo de lá.

Com a inviabilização política da continuação do PT no comando do governo, causada principalmente pela percepção generalizada (e acertada) do caráter criminoso e mafioso desse partido, o presidente interino Temer representa a última chance de sobrevivência do nosso regime político atual.

O maior problema para ele, e para nós que desejamos uma saída ordeira dessa crise política, é o nível de envolvimento da base de apoio atual do Temer ( e talvez do próprio, a Lava Jato dirá) no esquema do próprio PT. Temer tem que governar com um ministério repleto de suspeitos na Lava Jato e um Senado também fragilizado por causa da corrupção e de partidários petistas fanáticos que não se importariam de ver tudo ruir caso a organização criminosa não retornar ao poder. 

Ele é refém desse mesmo Senado que ainda deve votar os crimes de Dilma que, vale lembar, continua presidente e retornará em 180 dias caso não for definitivamente defenestrada. Para a oposição antipetista só resta a opção de continuar a apoiar a Lava Jato e torcer para  que os políticos que sobreviverem sejam capazes de conduzir o país até 2018.







domingo, 22 de maio de 2016

REINALDO AZEVEDO, A VOZ DA OPOSIÇÃO CONSENTIDA

O jornalista Reinaldo Azevedo, que se descreve como liberal na economia e moralmente conservador, vem fazendo ao longo dos anos uma oposição contundente aos governos petistas? Sim. Não há dúvidas sobre isso. 

Durante muito tempo, praticamente todas as críticas um pouco mais duras e reveladoras das entranhas do petismo na grande mídia tiveram origem na revista República e depois no Blog do famoso tio Rei. Tampouco se pode negar que o homem sabe escrever, e muito! 

Entretanto, e este é um fator importante, o sucesso dele não se deu, acima de tudo, graças a seu talento de escritor, mas antes, graças à percepção de que aquilo que ele escreve corresponde à realidade, à verdade nua e crua. 

Para o grande público sedento de informações fidedignas e face ao panfletismo esquerdista descarado praticado por praticamente todas as redações da grande mídia nacional *, Reinaldo Azevedo se assemelhou a um poço de água fresca no meio do deserto. 

De pronto, podemos-nos indagar: onde estão os outros Reinaldos Azevedo? Ah sim, temos o Arnaldo Jabor, o Demétrio Magnoli, o Marco Antonio Villa e o Diogo Mainardi. 

De fato, eles estão mais ou menos presentes na grande mídia e todos já fizeram críticas duras ao petismo, apareceram na televisão e escreveram livros. Entretanto, o que eles representam a título de porcentagem dentro dum universo de milhares de jornalistas adestrados por professores esquerdistas e sindicatos? 

Uma gota no oceano. Ou seja, eles são os poucos privilegiados a quem incube a função de dar ares de legitimidade ao jornalismo, ares de pluralidade. Não obstante, esta não é a única função deles. Eles estão aí também e sobretudo para marcar uma linha ideológica. 

O espectro político, na chamada direita moderada, acaba ali, com eles. Quem for além do permitido pela intelligentsia tupiniquim** é imediatamente rotulado de extremista e vilipendiado de forma virulenta, mas rotulado e vilipendiado por quem? Pela esquerda? Não, por eles mesmos, os Reinaldos!

É nesse ponto especifico que a percepção de que eles retratam a realidade e a verdade começa a ruir. O povo quer ir além daquilo que essa oposição consentida consente.

Há de se convir, baita desafio! Represar o desejo da busca pela verdade e pela justiça de toda uma nação com meia dúzia de Reinaldos não beira à loucura, adentra profundamente nela. Mas fazer o quê? Por acaso, o desejo de dominação não contém um quê de loucura, forçosamente? 


* Para saber mais sobre esse assunto é preciso pesquisar sobre a hegemonia e  ocupação de espaços do comunista Antonio Gramsci.

** Por exemplo: Jair Messias Bolsonaro  ou Olavo de Carvalho e qualquer um que concorde com eles.

sábado, 21 de maio de 2016

O capitão sai do armário

Durante muito tempo mantive o meu perfil anônimo aqui neste espaço. A partir de hoje, não mais. Quando iniciei este blog, em 2010, o clima político estava asfixiante, ai de quem ousasse expressar sua opinião sobre qualquer coisa, sobretudo sobre a política, e que essa opinião não correspondesse àquilo que fosse aceito pela ditadura do politicamente correto! Mas felizmente o Brasil, evoluiu e eu evoluí também. Foi preciso aprender a viver como um ser livre dentro de um país onde o habito é temer a patrulha ideológica. Pouco a pouco chegamos lá. Meu nome é Rodrigo Carvalho.  

Uma justa homenagem


Quando dei início a este blog, em novembro de 2010, eu já seguia havia algum tempo o blogueiro anônimo conhecido como o "Coronel", do blog que então se intitulava "Coturno Noturno". Na descrição original deste meu blog, que publico abaixo, pois o retirei por razões que explicarei no próximo post, reconheço a importância que  a coragem desta pessoa que nunca cheguei a conhecer ou sequer a saber quem era, teve. Apesar de ter tido minhas desavenças com algumas posições dele, sempre o respeitei. Há pouco, fiquei sabendo que ele perdeu sua última batalha, a batalha contra o câncer. Fica aqui registrada, portanto, minha justa homenagem póstuma ao "Coronel" do blog. Descanse em paz, que Deus o tenha. 


Texto publicado em novembro, 2010:

-Prefiro me manter no anonimato para poder ter a liberdade de escrever o que me der na telha dentro dos limites da lei. Escolhi o pseudônimo "Capitão" em homenagem ao "Coronel" do Blog "Coturno Noturno", uma inspiração para todos nós que acreditamos na liberdade. Provavelmente o blogueiro anônimo mais lido do Brasil, ele demonstra que cada um de nos, acreditando no futuro e no Brasil, tem o poder de mudar o país para melhor, um país mais democrático, mais honesto.-

O retorno do Capitão

Faz aproximadamente um ano que eu não posto neste blog. As circunstâncias de minha vida mudaram de tal sorte que o pouco tempo que dispunha para esta atividade de blogueiro teve que ser sacrificado em beneficio de atividades mais urgentes. Atualmente, porém, sinto que posso retornar, mesmo que timidamente, a compartilhar minha visão do mundo através deste blog, com quem estiver interessado em conhecê-la. 




terça-feira, 16 de junho de 2015

O mundo ideológico

O movimento contra a ideologia tem feito algum progresso ultimamente. A tão sonhada hegemonia gramsciana mostrou-se frágil e muito difícil de ser mantida, graças ao advento da nova tecnologia de informação (internet, smartphones, tablets, notebooks, PCs) que certamente não tinha sido prevista pelo teórico comunista italiano presidiário.

Entretanto, o despertar do sono ideológico ainda está longe de estar completo, mesmo em relação a várias pessoas que se consideram "de direita", pois a verdade é que a própria definição do indivíduo por um conceito ideológico (direita) já significa, em si, a aceitação de uma imposição ideológica.

Para estar realmente livre da manipulação ideológica, é necessário negar a se deixar rotular de maneira ideológica, o que significa negar a participar de um jogo de cartas marcadas onde você já está destinado a perder. E isso vale, por incrível que pareça, para aquele ou aqueles que se viriam como eventuais ganhadores dessa disputa. 

Não os há, pois nesse jogo o "ganhador" seria no máximo uma pessoa materialmente poderosa e rica, porem robotizada e espiritualmente miserável (por mais que ela se esforçasse a demonstrar o contrário). Ou alguém acredita realmente que Lula, Dilma, Dirceu e essa turma toda são felizes? Materialmente podem estar muito bem, não há dúvidas em relação a isso, mas por dentro são pessoas corroídas por ódio, ganância, sentimento represado de culpa , paranoia, angústia, medo e solidão. São sintomas clássicos de seres que se perderam nas suas próprias ilusões. "Ilusão" seria até um bom sinônimo de "ideologia". O grande ganhador do jogo ideológico será sempre o "espirito de porco".

Esquerdismo, direitismo, racismo, homofobia, machismo, feminismo e todos esses "ismos" foram criados para diminuir as pessoas, negando-lhes sua existência humana plena, universal. É óbvio que as primeiras grandes vítimas são os fracos de espírito, que esposaram esses conceitos e estreitaram sua visão do universo. A minha proposta é simples, mas eficaz. Não aceitemos mais discutir em termos ideológicos, não aceitemos nos enquadrar num conceito limitado, elaborado por só Deus sabe quem. Sejamos livres espiritualmente e tentemos libertar os seres ideológicos de sua prisão mental e espiritual. Tentemos elaborar estratégias nesse sentido.